Intervenção na Madalena, que custará 1,3 milhões de euros, arranca dentro de dois meses
A recuperação das dunas na frente marítima da Madalena, em Gaia, implicará a demolição de 30 casas e arrumos. A intervenção deverá arrancar dentro de dois meses. A adjudicação da obra, que custará 1,3 milhões de euros, foi aprovada esta semana.
Tornar toda a marginal mais atractiva, com circuitos para passeios a pé e de bicicleta, recuperando em simultâneo o lençol dunar, é o propósito da Câmara de Vila Nova de Gaia. Aliás, a intenção é, "ainda durante este mandato, concluir a intervenção do último troço, entre a Madalena e Valadares", afirmou, ao JN, o vereador das Obras Municipais, Firmino Pereira.
As obras na Madalena, entre as ruas do Alto das Chaquedas e do Cerro, prevêem, para meados de Abril, o início da demolição da maioria das casas e dos anexos.
"Durante dezenas e dezenas de anos, os gaienses conviveram com aquelas habitações, construídas desde a década de 70, em cima das dunas. Chegou a altura de mudar também a imagem da marginal da Madalena", observou Firmino Pereira.
Apenas uma expropriação
"Se é verdade que algumas casas são de primeira habitação, a maioria são segundos imóveis", explicou o vereador das Obras Municipais, salientado o facto dos acordos com os proprietários estarem a ser firmados de "forma amigável". Aliás, em todo este processo, a Autarquia prevê apenas "uma única expropriação".
Da mesma forma, o autarca garantiu que a empreitada "em nada vai interferir com o início da época balnear", uma vez que "as obras não terão qualquer tipo de impacto na zona" frequentada pelos banhistas. "Trata-se de uma área sensível com características ambientais e ecológicas importantes e que carece de uma requalificação urgente", lê-se no estudo feito sobre aquela zona.