Publicado por: Mário de Sousa

03/05/2010

Comunicado da F.C. do Porto – Futebol, SAD

Tendo em apreço o jogo da 29ª jornada da Liga 2009/10, entre o FC Porto e o SL Benfica, vem a Administração da FC Porto – Futebol, SAD comunicar o seguinte:

1 – O SL Benfica não tem dimensão moral para apontar o que quer que seja em matéria de comportamento de ade...ptos e de organização de jogos;

2 - O clube, de resto, é o denominador comum nos seguintes factos: morte de espectador numa final da Taça de Portugal; ataque a uma equipa de hóquei em patins, que deixou um atleta do FC Porto em coma; incêndio de um autocarro de portistas em visita ao pavilhão da Luz; invasão de campo e agressão a um árbitro assistente; conivência e apoio a claques não legalizadas, que acarreta multas a ritmo quase semanal, devido ao lançamento de material pirotécnico diversificado; colocação estratégica de stewards num túnel, a fim de provocar a equipa adversária;

3 – Não faz sentido, por conseguinte, que dirigentes ou papagaios falem sobre temáticas como a segurança. E não será a complacência ou o deferimento das forças da autoridade que apagará os factos supracitados ou legitimará discursos atabalhoados;

4 – O jogo deste domingo, no Estádio do Dragão, apenas veio sublinhar o despudor vermelho;

5 – É normal que «virgens ofendidas», que conseguem que a polícia responda a sacos de tinta com tiros de «shotgun», arrombem portas de um balneário?

6 – Faz sentido que um dirigente suspenso consiga comparecer na zona técnica, ainda por cima com direito a escolta policial?

7 – É «fair play» ver um jogador lançar um objecto e cuspir para a bancada?

8 – A violência é algo que, efectivamente, deve ser erradicado. Mas a incoerência, os abusos de autoridade e as provocações também devem sê-lo;

9 – Diz o SL Benfica que a PSP deve ter «critérios uniformes por todo o país». Aqui chegados, finalmente uma verdade. De facto, os critérios devem ser uniformes, mas acontece que nunca o FC Porto entrou em Lisboa com tiros de «shotgun» (basta recordar a recente chegada da comitiva do FC Porto ao Estoril…), nunca um comandante de polícia fez uma espécie de «guarda de honra» aos seus responsáveis e nunca um par de agentes acompanhou um treinador azul e branco à sala de Imprensa;

10 – O FC Porto aguarda tranquilamente os relatórios da força policial e dos responsáveis da Liga, seguro de que, dentro do campo, derrotou claramente o seu adversário e que este campeonato será para sempre recordado por túneis e pelas decisões da Comissão Disciplinar.

 

Porto, 03 de Maio de 2010

O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD

 

 

Depois do S.L. Benfica ser derrotado e, por conseguinte ser eliminado muito recentemente, na sua própria casa, pelo Vitória de Guimarães na Taça de Portugal, e depois da estrondosa vitória do F.C. do Porto em casa do Vitória de Guimarães (1-4) e mais recentemente sobre o Braga por 5-1. É notável a capacidade que o Dragão tem de cuspir o seu fogo em tudo aquilo que não presta. Naqueles que já não conseguem arranjar mais argumentos, por mais patéticos que sejam, para denegrir a sua imagem, para relativizar e minimizar os seus êxitos. Para tudo isto o F.C. do Porto tem tido resposta pronta. Como? Ganhando. Convencendo... e em campo. Que é sempre a melhor forma de calar os "anónimos" prontos a meter a cabecinha de fora sempre que têm uma pequenina oportunidade...

Como é que isso se consegue? Com uma enorme capacidade de trabalho. Com uma excelente organização a nível técnico, mas também a nível organizativo. Com profissionalismo, empenho, determinação e com competência.

Com a permanente consciência de que só competindo no limite das forças, suando a camisola, sofrendo, sem perder tempo com lambidelas pacóvias e cada vez mais ridiculamente cansativas, se conseguem atingir os títulos e as devidas compensações por eles conquistados.

Sem adormecer acordado, à espera que surja um "Pai Natal", ou outros seus colaboradores, capaz de produzir o "milagre".

Só assim se torna possível, ano após ano, resistir a várias contrariedades, entre elas a obstinada e permanente campanha anti-FC do Porto, uma exaustiva e cansativa luta contra os seus alegados poderes macabros e ocultos (como se tudo o que resta para além do FC do Porto no futebol português seja um oásis de rectidão, bons costumes, gente impoluta, incapaz de cometer qualquer batotice, ou de recusar que a façam para seu proveito próprio).

Pelos vistos continua a ser difícil de entender que é nestas batalhas que o FC do Porto se sente melhor. É nelas que o clube e a sua cada vez maior Massa Associativa e Adepta se inspira e se alimenta para lutar com cada vez mais afinco, em prol de uma causa que para todos eles é cada vez mais nobre: "A Vitória!". Como símbolo de afirmação de personalidade, de prestígio internacional, de cada vez maior capacidade de aglutinação popular, quer em Portugal, quer em países de expressão portuguesa ou outros. Não por imposição ou por qualquer obrigação familiar, mas como forma de marcar terreno... porque são indiscutivelmente mais fortes, mais poderosos, os melhores e, por isso, ganham mais do que os outros.

É disso que o povo gosta: de vencedores!

A jornada europeia é gloriosa, igual a muitas outras que nos últimos 22 anos o FC do Porto tem repetidamente conseguido, deixando orgulhosos os verdadeiros amantes do que de melhor o futebol português é neste momento capaz de produzir. O resto... é "chover no molhado"... é mais do mesmo!

 

F.C. do Porto 3 - SLB 1 (Domingo, 2 de Maio de 2010).
 

Esta jornada não merece, por isso, ser despachada para segundas caixas de informação desportiva, como alguns jornais desportivos e canais de tv o fazem, dando lugar, em primeira instância, às crises existenciais de alguns habituais protagonistas, num exercício de minimização e de branqueamento que até pode agradar a meia dúzia de "cromos" mas que envergonha todos aqueles que não deixaram de se sentir orgulhosos pelo que viram, não olhando a mais nada que não tenha sido a enorme qualidade da exibição portista e, em especial, a sua permanente "atitude", a tal expressão tão difícil de mastigar!

Também eu me associo a uma enorme cuspidela de fogo generalizada contra tanta cegueira! Parabéns F.C. do Porto e obrigado pela noite fantástica do passado Domingo (no Estádio do Dragão), pelas noites mais que fantástica da Liga dos Campeões, no Estádio do Dragão e fora dele... entre outras, claro!

 

Mário de Sousa* - Bonfim, Porto, Portugal

*Sócio do F.C. do Porto n.º 22370, ex-sócio 26652

mario.sousa@europe.com

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Na qualificação dos portugueses está, na actualidade, a maior obra pública em curso em Portugal.

Nesta obra pública, ganha particular destaque, pela magnitude da sua importância futura e pelo impacto que gerará, a curto prazo, a nível económico e social, a requalificação, global e estruturante, da totalidade do parque escolar português. Na realidade, são mais de mil os estabelecimentos escolares, de todos os níveis de escolaridade (pré-escolar, ensinos básico e secundário), que serão objecto de requalificação, nas respectivas infra-estruturas físicas, técnicas, tecnológicas e didácticas, até ao ano de 2015.

A intervenção no parque escolar, neste momento em curso em Portugal, é, na actualidade e em termos relativos, a maior intervenção do género, a decorrer em todo o mundo.

Ao nível da educação pré-escolar – área em que a capacidade instalada ainda não cobre as necessidades das famílias, na generalidade do território português – ocorre, na actualidade, um significativo investimento, através do Programa Pares, com particular destaque para as zonas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

A consolidar, politicamente, esta prioridade, o Governo e o Partido Socialista assumiram o compromisso de garantir, já em 2010, a universalização do acesso à rede de educação pré-escolar a todas as crianças com cinco anos de idade. Este será um passo decisivo na construção de verdadeiras condições de igualdade de oportunidades e de justiça social, num momento do desenvolvimento dos jovens cidadãos em que o acesso a ambientes de aprendizagem estruturados e qualificados é fundamental na construção das melhores condições para um desenvolvimento adequado, em todas as dimensões.

Ao nível do ensino básico, a intervenção em curso – em, forte e activa, parceria com as autarquias locais – materializa-se na construção de uma rede de 700 novos centros escolares, numa clara aposta na substituição definitiva de uma, antiga, atomizada e inorgânica, rede de escolas primárias que, na actualidade, era factor de desigualdade no acesso e no sucesso educacionais, reproduzia as assimetrias existentes nas comunidades económicas, sociais e culturais de origem das crianças e, por consequência, induzia uma profunda injustiça social. Por outro lado, as 50 escolas mais degradadas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico foram sinalizadas e irão ser objecto de requalificação imediata.

No que diz respeito ao ensino secundário, a intervenção de requalificação física, técnica e tecnológica assume uma escala inédita, abrangendo a quase generalidade das escolas secundárias portuguesas. O Programa de Modernização do Parque Escolar, inscrito na Iniciativa para o Investimento e para o Emprego traduz-se numa mega-operação de requalificação escolar – e também urbana, em consequência da matriz de obras a realizar e do perfil de equipamento público que delas resultará – que envolverá 332 escolas e 2,5 mil milhões de euros até ao ano 2015, num processo que teve, já em Agosto de 2009, mais de uma centena de escolas em plena intervenção. É a nova escola secundária portuguesa que se reergue e se apresenta, uma vez mais, para continuar a contribuir para a formação humana dos cidadãos e para o desenvolvimento social e económico do país.

Resumindo, serão mais de mil as escolas que serão requalificadas e mais de dez mil as salas de aula que serão construídas ou remodeladas física e tecnologicamente.

É esta a magnitude da maior pública em curso no nosso país. Não existe um único concelho de Portugal continental em que a escola pública não se renove. Em todo o território português, serão milhares as pequenas e médias empresas que promoverão estas obras e muitas dezenas de milhar de postos de trabalho que serão criados ou mantidos.

No momento histórico em que Portugal é confrontado com uma das mais difíceis circunstâncias financeiras e económicas e em que se exige a um Governo que indique o farol, trace o rumo, mobilize os cidadãos e as instituições e decida, eis o Governo Socialista que indica o caminho, define a rota e revigora a sua mais importante decisão de sempre: mantém e reforça a aposta no investimento na educação e formação dos portugueses, na forte convicção de a qualificação dos seus cidadãos é a mais poderosa e estruturante infra-estrutura promotora de um desenvolvimento social, humano e económico que conduza Portugal a um patamar de maior riqueza, maior solidariedade e maior justiça social. Reconstruir (e reerguer) a escola pública portuguesa é construir um melhor futuro para Portugal.

 

Mário de Sousa - Bonfim, Porto, Portugal

mario.sousa@europe.com

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Estão ai mais algumas greves (dos Transportes, dos Correios…), que apenas de greve tem a picardia feita por alguns elementos da CGTP que estão há anos colocados nas direcções dos sindicatos e que simultaneamente estão ao serviço do PCP, o qual (partido) os ajuda a manter nesses mesmos lugares, sejam eles obedientes para com as directivas do partido. Estando ainda esses mesmos há anos a ganhar dinheiro pagos a 100% pelos respectivos serviços públicos para estarem nos sindicatos a defender unicamente a sua (deles) pele e a colocação por tempo indeterminado nos respectivos sindicatos, através dos pagamentos dos impostos de todos os que já trabalham ou que ainda estão efectivamente no activo a descontar todos os meses.

Porquê mais greves? Será porque já têm os salários em atraso há bastantes meses? Ou será porque têm os ordenados garantidos a partir do dia 20 de cada mês? Será porque o patrão (Estado) não fecha a fábrica nem vai à falência?

Ou será porque o emprego é vitalício, e onde não há despedimentos e também ninguém se despede de empregos do Estado? Será porque no emprego do Estado não há ordenados em atraso? Será porque têm uma protecção na saúde para a qual pagam um valor simbólico de 1%? Será porque têm reformas a 80 e 100%? Será porque têm progressões garantidas nas suas carreiras profissionais?

Pois é, meus amigos, quem tem razões para fazer greve e protestar é o sector privado, mas não pode fazer porque não tem as costas quentes como todos vós que trabalhais para o patrão Estado.

No sector privado, há empresas que não têm a***alizações de ordenados há vários anos e aguentam para garantir o posto de trabalho, deles, dos seus camaradas e restantes companheiros, mas ai não aparecem os sindicatos nem as centrais sindicais. Os sindicatos só apadrinham quem tem emprego para a vida e tenhem como principais clientes os que trabalham no patrão Estado (Função Pública). Apenas aparecem (os sindicatos) onde a situação justifica por imperativos de mobilização publicitária e em horas de abertura de telejornais.

Mal vai o sindicato que não sabe preservar o seu património histórico-cultural gerado na base da honestidade e manter viva a memória de um passado com bastante valor. Onde se defendia a igualdade, a fraternidade, a liberdade, etc. de forma sincera e responsável.

Sempre entendi que fazer política em democracia ou estar em cargo público é trabalhar com rigor, empenho, determinação, sinceridade e honestidade para ajudar todas as pessoas a resolver os seus problemas e proporcionar mais saúde, felicidade e bem-estar para todos. Por tudo isto é que eu trabalho todos os dias pelo Bonfim, pelo Porto e por Portugal!

Sindicalismo, sempre! Mas de forma honesta que defenda a igualdade, a fraternidade e a liberdade para todos de forma sincera e responsável!

 

Mário Sousa - Bonfim, Porto, Portugal

mario.sousa@europe.com

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TEXTO PUBLICADO EM 3 DE MARÇO DE 2010 NO JORNAL "O PRIMEIRO DE JANEIRO", PÁGINA N.º 2.


Dr. Rui Rio ainda está tudo na mesma e em bastante atraso!

Senhor dr. Rui Rio espero que ao ler esta nossa carta aberta ainda se lembre de nós (zona habitacional do Monte do Tadeu / Santo Isidro), na freguesia do Bonfim, pois já passou mais de oito anos desde que o senhor, acompanhado de uma comitiva, e a seu pedido, se dignou em nos visitar no ponto mais alto da nossa cidade, isto em pré campanha (Novembro de 2001) das eleições Autárquicas de16 de Dezembro de 2001.

Como o senhor se deve lembrar, isto é, se ainda se lembra de nós e dessa visita que fez a esta zona alta da cidade do Porto, em eu o ter recebido juntamente com dezenas de moradores locais, na freguesia do Bonfim. E foi, logo ali, na Rua da Alegria, que usei de toda a minha honestidade e sinceridade ao apresentar-me como a pessoa que eu sou, como homem e cidadão desta cidade e deste País, e de quem anda nesta vida do associativismo, voluntário e gratuitamente, gostando de defender ***sas públicas e de ajudar, com o meu humilde contributo, a resolver situações críticas existentes na nossa freguesia do Bonfim, mais propriamente, na nossa zona de intervenção, e de dar ao conhecimento de todos os responsáveis locais, das insatisfações da população desta freguesia, denunciando os problemas no sentido de que os mesmos sejam resolvidos para o bem da população.

Como o senhor se deve ainda lembrar, fez no local promessas a dezenas de famílias Bonfinenses, de que iria resolver as situações críticas, isso se fosse eleito presidente da Câmara Municipal do Porto.

O facto é que o senhor já ganhou as ditas eleições vai para nove anos, e o facto também é que nos prometeu no local resolver a situação das escadas inferiores da Rua do Monte do Tadeu, e até o aproveitamento de um espaço local (a meio das ditas escadas) para a colocação de um mini recinto desportivo para uso das nossas crianças e jovens.O facto é que ainda estamos ?nbsp; espera que as ditas obras se iniciem nesta zona alta da cidade do Porto e da freguesia do Bonfim, mesmo depois da reunião que tive com o senhor Ex-vereador do Urbanismo (então na posição de Vereador), arquitecto Ricardo Figueiredo, e o senhor Exdirector Municipal da Via Pública (então na posição de Director Municipal), senhor engenheiro Albano Carneiro, os quais prometeram que a divisão municipal da conservação da via pública iria chegar primeiro ?nbsp; zona para fazer o restauro de toda a Travessa do Monte do Tadeu (pavimentos dos passeios e arruamento com a colocação de sarjetas para o escoamento das águas pluviais) e também de todas as escadas inferiores e superiores da Rua do Monte do Tadeu (pavimentos dos patamares e degraus), mas até ao dia de hoje ainda nada disto foi feito, o que já provo*** que a Senhora Teresa Peixoto, moradora na Travessa do Monte do Tadeu, partisse um pé devido ao estado deplorável de todo aquele arruamento (Travessa do Monte do Tadeu). E ainda provo*** que outra moradora (Senhora Deolinda de 91 anos de idade, feitos em Outubro passado) da já referida travessa (Travessa do Monte do Tadeu) caísse, tendo entrado e estado em coma alguns dias, e quando do coma saiu fi*** paralisada dos membros inferiores para o resto da vida, tendo falecido muito recentemente. Ficamos á espera que com a ajuda do nosso Jornal “O Primeiro de Janeiro” na publicação de esta nossa carta aberta o dr. Rui Rio ainda se lembre de todas as pessoas que visitou em tempos nesta zona alta da cidade do Porto, na freguesia do Bonfim, e de todas as promessas que nos fez e que estão em bastante atraso.

Sempre entendi que fazer política e estar em cargo público é trabalhar com sinceridade, empenho e determinação para ajudar todas as pessoas a resolver os seus problemas e proporcionar mais saúde, felicidade e bemestar para todos.

Mal vai a cidade que não sabe preservar o seu património histórico-cultural, arquitectónico, social e manter viva a memória de um passado com bastante valor. Valor este, de todos aqueles que, como exemplo, fizeram um enorme peditório para erguer o coreto que a***almente se encontra no velhinho Largo da Aguardente (a***al Praça do Marquês de Pombal).


Mário de Sousa* - Bonfim, Porto, Portugal

*Consultor de Comunicação, sócio-fundador e presidente da Associação de Moradores de Monte do Tadeu / Santo Isidro - Bonfim, Porto

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mario.sousa@europe.com

 

TEXTO PUBLICADO EM 3 DE MARÇO DE 2010 NO JORNAL "O PRIMEIRO DE JANEIRO", PÁGINA N.º 2.


Dr. Rui Rio ainda está tudo na mesma e em bastante atraso!

Senhor dr. Rui Rio espero que ao ler esta nossa carta aberta ainda se lembre de nós (zona habitacional do Monte do Tadeu / Santo Isidro), na freguesia do Bonfim, pois já passou mais de oito anos desde que o senhor, acompanhado de uma comitiva, e a seu pedido, se dignou em nos visitar no ponto mais alto da nossa cidade, isto em pré campanha (Novembro de 2001) das eleições Autárquicas de16 de Dezembro de 2001.

Como o senhor se deve lembrar, isto é, se ainda se lembra de nós e dessa visita que fez a esta zona alta da cidade do Porto, em eu o ter recebido juntamente com dezenas de moradores locais, na freguesia do Bonfim. E foi, logo ali, na Rua da Alegria, que usei de toda a minha honestidade e sinceridade ao apresentar-me como a pessoa que eu sou, como homem e cidadão desta cidade e deste País, e de quem anda nesta vida do associativismo, voluntário e gratuitamente, gostando de defender ***sas públicas e de ajudar, com o meu humilde contributo, a resolver situações críticas existentes na nossa freguesia do Bonfim, mais propriamente, na nossa zona de intervenção, e de dar ao conhecimento de todos os responsáveis locais, das insatisfações da população desta freguesia, denunciando os problemas no sentido de que os mesmos sejam resolvidos para o bem da população.

Como o senhor se deve ainda lembrar, fez no local promessas a dezenas de famílias Bonfinenses, de que iria resolver as situações críticas, isso se fosse eleito presidente da Câmara Municipal do Porto.

O facto é que o senhor já ganhou as ditas eleições vai para nove anos, e o facto também é que nos prometeu no local resolver a situação das escadas inferiores da Rua do Monte do Tadeu, e até o aproveitamento de um espaço local (a meio das ditas escadas) para a colocação de um mini recinto desportivo para uso das nossas crianças e jovens.O facto é que ainda estamos ?nbsp; espera que as ditas obras se iniciem nesta zona alta da cidade do Porto e da freguesia do Bonfim, mesmo depois da reunião que tive com o senhor Ex-vereador do Urbanismo (então na posição de Vereador), arquitecto Ricardo Figueiredo, e o senhor Exdirector Municipal da Via Pública (então na posição de Director Municipal), senhor engenheiro Albano Carneiro, os quais prometeram que a divisão municipal da conservação da via pública iria chegar primeiro ?nbsp; zona para fazer o restauro de toda a Travessa do Monte do Tadeu (pavimentos dos passeios e arruamento com a colocação de sarjetas para o escoamento das águas pluviais) e também de todas as escadas inferiores e superiores da Rua do Monte do Tadeu (pavimentos dos patamares e degraus), mas até ao dia de hoje ainda nada disto foi feito, o que já provo*** que a Senhora Teresa Peixoto, moradora na Travessa do Monte do Tadeu, partisse um pé devido ao estado deplorável de todo aquele arruamento (Travessa do Monte do Tadeu). E ainda provo*** que outra moradora (Senhora Deolinda de 91 anos de idade, feitos em Outubro passado) da já referida travessa (Travessa do Monte do Tadeu) caísse, tendo entrado e estado em coma alguns dias, e quando do coma saiu fi*** paralisada dos membros inferiores para o resto da vida, tendo falecido muito recentemente. Ficamos á espera que com a ajuda do nosso Jornal “O Primeiro de Janeiro” na publicação de esta nossa carta aberta o dr. Rui Rio ainda se lembre de todas as pessoas que visitou em tempos nesta zona alta da cidade do Porto, na freguesia do Bonfim, e de todas as promessas que nos fez e que estão em bastante atraso.

Sempre entendi que fazer política e estar em cargo público é trabalhar com sinceridade, empenho e determinação para ajudar todas as pessoas a resolver os seus problemas e proporcionar mais saúde, felicidade e bemestar para todos.

Mal vai a cidade que não sabe preservar o seu património histórico-cultural, arquitectónico, social e manter viva a memória de um passado com bastante valor. Valor este, de todos aqueles que, como exemplo, fizeram um enorme peditório para erguer o coreto que a***almente se encontra no velhinho Largo da Aguardente (a***al Praça do Marquês de Pombal).


Mário de Sousa* - Bonfim, Porto, Portugal

*Consultor de Comunicação, sócio-fundador e presidente da Associação de Moradores de Monte do Tadeu / Santo Isidro - Bonfim, Porto

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JOAQUIM TEÓFILO FERNANDES BRAGA

(24/2/1843-28/1/1924)

 

 

Joaquim Teófilo Fernandes Braga conta com muito mais páginas em todas as enciclopédias de Literatura do que nos livros sobre História de Portugal. Foi político, escritor e ensaísta português. Estreou-se na literatura, em 1859, com Folhas Verdes. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixou residência em Lisboa em 1872, onde leccionou Literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).

Da sua carreira literária há a registar obras de história literária, etnografia (sendo de destacar as suas recolhas de contos e canções tradicionais), poesia, ficção e filosofia.

Foi escolhido para presidir ao primeiro Governo Provisório saído do 5 de Outubro de 1910 até à eleição do Dr. Manuel de Arriaga, tendo depois, por deliberação do Congresso, completado o mandato desde 29 de Maio de 1911 a 5 de Outubro de 1911. Teófilo Braga completou o mandato de Manuel de Arriaga como Presidente da República entre 29 de Maio e 4 de Agosto de 1915. 
 

Teófilo Braga ainda jovem foi seduzido pelas ideias filosóficas de Comte e defendia as ideias positivistas. "O positivismo consolidou sobretudo a ideia de que a República não podia ser um simples golpe de Estado, e que talvez até devesse dispensar os intentos revolucionários." (José Mattoso, História de Portugal, vol. 6, p. 403) Os republicanos acreditavam que "para criar a República era preciso libertar os indivíduos das antigas sujeições. A mais grave era, sem dúvida, a sujeição espiritual. Em Portugal, em 1900, apenas 50 000 indivíduos, em cerca de 6 milhões, tinham declarado nos boletins de recenseamento não ser católicos. Para os republicanos, os espíritos dos Portugueses estavam, assim, cativos de uma organização, a igreja Católica Romana, que em 1864, condenara solenemente o liberalismo e todas as ideias modernas" (Mattoso, idem, p. 4O9). Para o historiador António Reis a actividade doutrinária de Teófilo Braga foi determinante para a consolidação do ideário republicano.

Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu em Ponta Delgada, Açores, a 24 de Fevereiro de 1843, e faleceu em Lisboa, a 28 de Janeiro de 1924, filho de Joaquim Manuel Fernandes Braga, provavelmente bisneto de um dos "meninos de Palhavã", (os célebres três filhos bastardos do rei D. João V, cada um de sua mãe, que o monarca viria a perfilhar e educar) e de Maria José da Câmara e Albuquerque, da ilha de Santa Maria, também descendente das mais nobres linhagens portuguesas, que o genealogista Ferreira Serpa faz retroceder a D. Urraca do início da nacionalidade. É uma ironia do destino este republicano, laico e antimonárquico ter uma tal descendência, que muitos aristocratas não enjeitariam poder ostentar.

O pai de Teófilo, professor do liceu, enviuvou tinha o filho apenas três anos. Casará dois anos depois, em segundas núpcias, com uma senhora que tratava muito mal o pequeno Teófilo. Esta criança triste refugia-se na leitura e entra para uma oficina de tipógrafo para poder imprimir o seu primeiro livro de versas aos quinze anos. Com dificuldade consegue convencer o pai a deixá-lo ir estudar para Coimbra, o que acontece em 1861. É contemporâneo de Antero de Quental e vai participar na famosa polémica contra o academismo do escritor e pedagogo Castilho, em 1865. Teófilo Braga casa em 1868, no mesmo ano do seu doutoramento. A sua produção literária ligada à investigação histórica é enorme. Abordou, na linha do filósofo e escritor francês Michelet as origens etnográficas, linguísticas e histórico-literárias da nossa cultura. Escreveu "História da Poesia Popular Portuguesa", a "História do Teatro Português", e no campo doutrinário, "História das Ideias Republicanas em Portugal" e inúmeras obras panfletárias. Uma das mais polémicas, no ponto de vista de investigação científica foi "História do Romantismo em Portugal", em 1880. Ainda considerada obra de valor é a sua "História da Universidade de Coimbra", em quatro volumes.

Em 1872, Teófilo Braga é professor catedrático de Literaturas Modernas. É a partir desta época que se vai interessar pela doutrina positivista, dirigindo mesmo uma revista com esse nome "O Positivismo". Em 1880 é escolhido para organizar sumptuosos festejos do 3º centenário da morte de Camões, de onde sai com grande prestígio.

Os seus estudos sobre costumes e tradições portuguesas, bem como toda a sua obra foi rudemente criticada na época. Diversas vezes foi considerado um plagiador. É certo que Teófilo lia muito e era pouco cuidadoso nos textos, sendo vulgar omitir as citações e apontar ideias e teorias de outros. O médico e político Ricardo Jorge é extremamente acutilante e não o poupa no livro com o título "Contra um plágio do Prof. Teófilo Braga", em 1917: E diz mesmo :"Teófilo Braga, como imagem venerada de polígrafo, lembra os ídolos indianos, coroados de muitas cabeças - é um poliocéfalo. Cada cabeça, cada sabença. Como das carrancas dum chafariz, jorra de cada bocarra um caudal de ciência estampada..." O próprio Antero de Quental com quem de início Teófilo se deu, disse que Teófilo era um "hierofante [indivíduo que se julga sabedor] do charlatanismo literário". E o historiador brasileiro Sílvio Romero chamou-lhe "Papa dos charlatães". Camilo Castelo Branco também se contava entre os seus "inimigos" declarados, mas condoeu-se dele, em 1887, quando Teófilo perdeu, num curto espaço de tempo, dois filhos. Já tinha perdido outro. Então Camilo escreve o belíssimo soneto "A maior dor humana" (Camilo perdera também uma neta que adorava).

Teófilo Braga casou com Maria do Carmo Xavier, natural do Porto, e tiveram três filhos: Joaquim, Maria da Graça e Teófilo. Mas a infelicidade perseguia-o. Perdeu como se disse os três filhos pouco depois a mulher que ele amava e de quem fala no testamento que fez em 15 de Maio de 1887 (ainda ela era viva). Através desse documento ficamos a saber que ele apenas tinha o dinheiro que ganhara com a sua docência e alguns bens que a mulher tinha trazido, quando casaram. Era pois apenas remediado.

José Relvas, contemporâneo de Teófilo, foi outra das personalidades que não o poupou. Disse que o prestígio por ele alcançado não era merecido e que só quem não o lera é que o podia admirar. No entanto, Rocha Martins (revista "Arquivo Nacional", nº 113, de Março de 1934) fala numa entrevista que fizera a Teófilo, em 1916, e onde é visível uma grande admiração pelo escritor e presidente, que lhe falou da sua vida e das dificuldades que passara em Coimbra. Teófilo contou-lhe que uma vez, no Porto em casa do livreiro Moré se cruzara com Camilo que lhe estendeu a mão e que ele (Teófilo) lhe voltara as costas. E acrescentou para Rocha Martins "Estava ainda moço... Hoje não voltava as costas a ninguém... Todos os homens devem saber perdoar".

A entrevista termina com um comentário filosófico sobre povo português " "O português está destinado a viver sempre. Se não, que visse eu o feitio deste povo. Nos cataclismos não se rende, nas aflições não perece. O filho do português fora de Portugal aumenta de resistência." Terá Teófilo razão e a sua mensagem servirá para os portugueses de hoje?

Teófilo era um homem extremamente simples, talvez demasiado. Desde que enviuvara passara a ser um misógino enfiado na sua biblioteca. Mesmo enquanto Presidente, qualquer lisboeta o podia ver proletariamente a andar de eléctrico, com o guarda-chuva no braço ou de bengala já sem ponteira. O exercício da presidência não estaria muito na sua maneira de ser. Como homem de letras, Teófilo teve mais sorte, porque, com o passar dos anos foram-se esbatendo os aspectos negativos da sua vida e obra e hoje os autores de história da literatura consideram-no, com algumas reservas, um erudito.

A última casa em que viveu situava-se num segundo andar do número 70 da Rua de Santa Gertrudes à Estrela, em Lisboa. Era uma vizinha que lhe levava, de manhã, o pequeno almoço e lhe fazia um pouco de companhia. Já tinha bastante idade. Vestia roupa muito usada e chegava ele mesmo a remendar peças de roupa branca, porque tinham sido da mulher e isso fazia-o recordar-se de bons momentos juntos. Teófilo era um homem solitário e não terá sido muito feliz. Não teve o amor de uma mãe, de um pai, perdeu os filhos e por fim até a sua companheira partiu antes dele.

Embora anticlerical, Teófilo Braga dizia, com orgulho, que impedira António José de Almeida de apagar o nome da Rainha D. Leonor do Hospital das Caldas, pois como dizia, "é um perigo as intervenções reformadoras sem conhecimento das origens venerandas, cuja tradição nunca deve ser apagada". No seu testamento deixou expresso que queria um enterro civil, sem cerimónia. Morreu com 81 anos, a 28/1/1924.

 

Mário de Sousa - Bonfim, Porto, Portugal

mario.sousa@europe.com

 

 

Caros camaradas e Amigos, em primeiro lugar bem-haja pelo vosso apoio e empenho nas eleições para a Concelhia do PS/Porto e para a minha Secção de Residência do PS/Bonfim.

Resultados eleitorais na Secção de Residência do PS/Bonfim:

Lista A (Nuno Cruz) para a Secção do Bonfim = 92 votos
Lista B (Eduardo Salcedas) para a Secção do Bonfim = 27 votos
Lista A (Manuel Pizarro) para a Concelhia do PS/Porto =95 votos
Lista B (Eduardo Saraiva) para a Concelhia do PS/Porto = 24 votos

Bem-haja, uma vez mais pelo vosso empenho e apoio.
 

Eleitos: Nuno Cruz (Lista A) para a Secção do PS/Bonfim e Manuel Pizarro (Lista A) para a Concelhia do PS/Porto.

Foram alguns dias de trabalho com empenho e determinação, mas valeu a pena! Bem-haja a todos pelo vosso contributo e parabéns aos eleitos. Beijinhos e abraços Socialistas do,

Mário de Sousa - Bonfim, Porto

 

 

 

Mário de Sousa Diz: Caros camaradas e Amigos, em primeiro lugar bem-haja pelo vosso apoio e empenho para as eleições para a Concelhia do PS/Porto e para a minha Secção de Residência do PS/Bonfim.

Resultados eleitorais na Secção de Residência do PS/Bonfim:

Lista A (Nuno Cruz) para a Secção do Bonfim = 92 votos
Lista B (Eduardo Salcedas) para a Secção do Bonfim = 27 votos
Lista A (Manuel Pizarro) para a Concelhia do PS/Porto =95 votos
Lista B (Eduardo Saraiva) para a Concelhia do PS/Porto = 24 votos
Bem-haja, uma vez mais pelo vosso empenho e apoio.
Eleitos: Nuno Cruz (Lista A) para a Secção do PS/Bonfim e Manuel Pizarro (Lista A) para a Concelhia do PS/Porto.

Foram alguns dias de trabalho com empenho e determinação, mas valeu a pena! Bem-haja a todos pelo vosso contributo e parabéns aos eleitos. Beijinhos e abraços Socialistas do,

Mário de Sousa - Bonfim, Porto

 

 

Sempre entendi que fazer política em democracia ou estar em cargo público é trabalhar com rigor, empenho, determinação, sinceridade e honestidade para ajudar todas as pessoas a resolver os seus problemas e proporcionar mais saúde, felicidade e bem-estar para todos. Por tudo isto é que eu trabalho todos os dias pelas pessoas no PONTO MAIS ALTO DE TODA A CIDADE DO PORTO, na Freguesia do Bonfim, pela Cidade do Porto e por Portugal! É por acreditar nestes valores e ainda na Solidariedade, Fraternidade, Igualdade, Liberdade... que acredito em Manuel Alegre para derrotar o sr. Silva, presidente da direita e das mentiras (das escutas na PR). Cavaco Silva como Primeiro-Ministro foi... nos 10 anos que esteve no governo, 8 dos quais em maioria absoluta... e foi depois o Engº. António Guterres e o seu Governo que executou as reformas sociais para bem de todos, principalmente para as famílias mais desfavorecidas!

 

Mário de Sousa - Bonfim, Porto, Portugal 

mario.sousa@europe.com

 

 

Caros camaradas e Amigos, dia 17 de Abril de 2010 vai decorrer eleições para o Partido Socialista no Concelho do Porto. Pedia a todos o vosso empenho para eleger as Listas A para o Concelho do Porto (Manuel Pizarro) e para a minha secção do Bonfim também a Lista A (Nuno Cruz). Vota nas Listas A no próximo sábado, das 15H. e as 19H. Se és militante do PS mas não vives na cidade do Porto, passa a palavra aos camaradas que conheces e que votam no Porto e no Bonfim. Beijinhos e abraços Socialistas. Bem-haja.

 

CARTA ABERTA AO DR. RUI RIO - Publicada em 3 de Março de 2010 no Jornal "O PRIMEIRO DE JANEIRO", Página n.º 2  

Dr. Rui Rio ainda está tudo na mesma e em bastante atraso!

Senhor dr. Rui Rio espero que ao ler esta nossa carta aberta ainda se lembre de nós (zona habitacional do Monte do Tadeu / Santo Isidro), na freguesia do Bonfim, pois já passou mais de oito anos desde que o senhor, acompanhado de uma comitiva, e a seu pedido, se dignou em nos visitar no ponto mais alto da nossa cidade, isto em pré campanha (Novembro de 2001) das eleições Autárquicas de16 de Dezembro de 2001.

Como o senhor se deve lembrar, isto é, se ainda se lembra de nós e dessa visita que fez a esta zona alta da cidade do Porto, em eu o ter recebido juntamente com dezenas de moradores locais, na freguesia do Bonfim. E foi, logo ali, na Rua da Alegria, que usei de toda a minha honestidade e sinceridade ao apresentar-me como a pessoa que eu sou, como homem e cidadão desta cidade e deste País, e de quem anda nesta vida do associativismo, voluntário e gratuitamente, gostando de defender causas públicas e de ajudar, com o meu humilde contributo, a resolver situações críticas existentes na nossa freguesia do Bonfim, mais propriamente, na nossa zona de intervenção, e de dar ao conhecimento de todos os responsáveis locais, das insatisfações da população desta freguesia, denunciando os problemas no sentido de que os mesmos sejam resolvidos para o bem da população.

Como o senhor se deve ainda lembrar, fez no local promessas a dezenas de famílias Bonfinenses, de que iria resolver as situações críticas, isso se fosse eleito presidente da Câmara Municipal do Porto.

O facto é que o senhor já ganhou as ditas eleições vai para nove anos, e o facto também é que nos prometeu no local resolver a situação das escadas inferiores da Rua do Monte do Tadeu, e até o aproveitamento de um espaço local (a meio das ditas escadas) para a colocação de um mini recinto desportivo para uso das nossas crianças e jovens.

O facto é que ainda estamos à espera que as ditas obras se iniciem nesta zona alta da cidade do Porto e da freguesia do Bonfim, mesmo depois da reunião que tive com o senhor Ex-vereador do Urbanismo (então na posição de Vereador), arquitecto Ricardo Figueiredo, e o senhor Exdirector Municipal da Via Pública (então na posição de Director Municipal), senhor engenheiro Albano Carneiro, os quais prometeram que a divisão municipal da conservação da via pública iria chegar primeiro à zona para fazer o restauro de toda a Travessa do Monte do Tadeu (pavimentos dos passeios e arruamento com a colocação de sarjetas para o escoamento das águas pluviais) e também de todas as escadas inferiores e superiores da Rua do Monte do Tadeu (pavimentos dos patamares e degraus), mas até ao dia de hoje ainda nada disto foi feito, o que já provocou que a Senhora Teresa Peixoto, moradora na Travessa do Monte do Tadeu, partisse um pé devido ao estado deplorável de todo aquele arruamento  (Travessa do Monte do Tadeu). E ainda provocou que outra moradora (Senhora Deolinda de 91 anos de idade, feitos em Outubro passado) da já referida travessa (Travessa do Monte do Tadeu) caísse, tendo entrado e estado em coma alguns dias, e quando do coma saiu ficou paralisada dos membros inferiores para o resto da vida, tendo falecido muito recentemente. Ficamos á espera que com a ajuda do nosso Jornal “O Primeiro de Janeiro” na publicação de esta nossa carta aberta o dr. Rui Rio ainda se lembre de todas as pessoas que visitou em tempos nesta zona alta da cidade do Porto, na freguesia do Bonfim, e de todas as promessas que nos fez e que estão em bastante atraso.

Sempre entendi que fazer política e estar em cargo público é trabalhar com sinceridade, empenho e determinação  para ajudar todas as pessoas a resolver os seus problemas e proporcionar mais saúde, felicidade e bemestar para todos.

Mal vai a cidade que não sabe preservar o seu património histórico-cultural, arquitectónico, social e manter viva a memória de um passado com bastante valor. Valor este, de todos aqueles que, como exemplo, fizeram um enorme peditório para erguer o coreto que actualmente se encontra no velhinho Largo da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal).

 

Mário de Sousa* - Bonfim, Porto, Portugal

*Consultor de Comunicação, sócio-fundador e presidente da Associação de Moradores de Monte do Tadeu / Santo Isidro - Bonfim, Porto

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mario.sousa@europe.com

 

 

SOCIALISMO DE ESQUERDA DEMOCRÁTICA E DA SOCIAL-DEMOCRACIA: UM PARTIDO PARA TODOS!

 

Ao longo de muitos anos, o Partido Socialista sofreu uma grave crise de recrutamento de jovens quadros. O período cavaquista deixou o PS na berma da conquista de investigadores, docentes, gestores, médicos, advogados, economistas e engenheiros, formados nos finais da década de 80 e inícios da década de 90, do século passado. Esses dez anos criaram, no PS, um foço geracional de que ainda hoje nos ressentimos.

Muitos dos que vieram posteriormente e ocupam lugares de destaque nestes tempos, não sabem o duro que foi.

A nossa vitória eleitoral em 1995 e o regresso ao poder em 2005, bem como os debates dos Estados Gerais e das Novas Fronteiras, permitiram a conquista e reconquista de muitos e relevantes militantes para as nossas fileiras. Acontece que o seu enquadramento e a sua inclusão na vida do partido, têm sido muito difíceis.

Para quem exerce funções no Pelouro do Ambiente no secretariado da secção de residência da freguesia do Bonfim, na cidade do Porto, continua a ser, reconfortante, encontrar camaradas de várias localidades que já não têm que provar nada a ninguém, nas suas profissões e actividades e que querem, unicamente, dar o seu contributo cívico na actividade diária do nosso partido. O que tem sido pouco interessante, é verificar a sua pronta resposta quando questionados sobre a vida partidária – não nos ouvem, dizem!

O PS está hoje na Governação do País. Essa circunstância faz com que a atenção ao partido, à sua actividade do dia-a-dia e ao debate interno, sejam colocadas em segundo plano. Nós sabemos que é assim, quase sempre. E também sabemos que a grave situação que o país vive, com a consequente exigência da governação, deixa pouca margem para o trabalho militante. Acontece que a actual conjuntura política, de exigência e de combate, não pode, não deve, libertar o partido de uma atitude mais presente e mais interventiva.

É neste esforço de retaguarda do Governo e de permanente reinvenção do nosso partido, que importa abrir o caminho para as novas gerações.

A Fundação ResPublica tem desenvolvido um excelente trabalho de forma muito meritória, formando e promovendo o debate. Seria bom que a sua actividade se alargasse a todo o país. Mas não podemos deixar nas mãos da Fundação o trabalho de campo que urge fazer.

Três áreas se apresentam para os próximos quatro anos. 1ª O combate autárquico; 2ª O reforço da nossa participação social; 3ª A reinvenção do nosso espaço ideológico.

No combate autárquico importa que se iniciem os trabalhos para que o nosso partido possa ser, em 2013, o grande, o maior, partido do poder local. Se olharmos para as alterações verificadas em 2009 e para os municípios que mudarão de presidente, no final do presente ciclo, fruto da limitação de mandatos, teremos um grande espaço de crescimento e de afirmação. Esse trabalho terá que ser desenvolvido, com paciência e cuidado, dando campo de afirmação aos novos quadros.

Num tempo em que o contrato social se desgradua, o sindicalismo se esvai, o movimento associativo definha e está cada vez mais dependente do Estado, importa que o PS se afirme nas estruturas empresariais, sindicais ou de classe. Que se envolva nos movimentos de bairro, no voluntariado e na defesa do meio ambiente.

Que se esforce para voltar a recrutar nas academias do secundário e do superior. Trabalho ciclópico, dirão! Trabalho essencial para o futuro, consideramos nós.

Por fim, o PS não pode exaurir-se na actividade governativa que é, cada dia que passa, mais delicada. Num período em que as crises mundiais se sucedem, não só a financeira que deu lugar à económica, mas principalmente as que põem em causa o equilíbrio territorial e as que decorrem da descompensação demográfica e dos desequilíbrios geoestratégicos, o PS tem que regressar, de novo, à discussão sobre o papel do socialismo de esquerda democrática e da social-democracia. E essa discussão não pode, não deve, ser com cartas marcadas, sob pena de iniciarmos o caminho da nossa descoloração.

Perspectivando o futuro, conscientes da nossa responsabilidade como maior partido português, chegou o momento de olharmos para nós e de fazermos o caminho.

 

Mário de Sousa* - Bonfim, Porto, Portugal

*Consultor de Comunicação

mario.sousa@europe.com

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TEXTO PUBLICADO EM 13 DE ABRIL DE 2010 NO JORNAL "O PRIMEIRO DE JANEIRO", PÁGINA 2.


CELEBRAR O CENTENÁRIO DA REPÚBLICA PORTUGUESA COM NOME GRANDE


MANUEL TEIXEIRA GOMES (27/5/1860-18/10/1941): UM HOMEM DE VIDA SINGULAR!

Manuel Teixeira Gomes, estadista e escritor, natural de Portimão, no ano em que se comemora o 150.º aniversário do seu nascimento.
 
Foi o sétimo presidente da Primeira República Portuguesa, cargo de que toma posse a 5 de Outubro de 1923 e resigna do seu mandato em 11 de Dezembro de 1925, justificando com a vontade de se dedicar em exclusivo à literatura.
 
É de Paris que Afonso Costa sugere a candidatura de Manuel Teixeira Gomes, que foi eleito em 6 de Agosto de 1923. Mais uma vez Bernardino Machado perdia a corrida às presidenciais.
 
Manuel Teixeira Gomes parece uma figura saída do génio de um Hugo Pratt. E podia ter sido o herói de uma das suas bandas desenhadas. A sua vida é passada em vários países, tendo acabado quase como Corto Maltese, não a guerrilhar mas a escrever, nas cálidas areias argelinas.
 
Manuel Teixeira Gomes nasceu em Vila Nova de Portimão, em 27 de Maio de 1860, filho de José Líbano Gomes e Maria da Glória Teixeira Gomes.
 
Nasceu num meio burguês e rico, numa casa espaçosa e cheia de conforto, sol e flores. Foi educado pelos pais até entrar no colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão. Aos 10 anos, os pais mandam-no para um seminário de Coimbra. Depois passa para a Universidade de Coimbra, onde frequenta medicina, mas perde-se na boémia da Lusa Atenas, cedo desiste do curso e, contrariando a vontade do pai, muda-se para Lisboa, onde pertencerá ao círculo de Fialho de Almeida e João de Deus. Mais tarde, e por intermédio de Fialho de Almeida conhecerá outros vultos importantes da cultura literária da época, como Marcelino Mesquita, Gomes Leal, António Nobre e outros. O pai convenceu-se então que era melhor continuar a dar-lhe a mesada e deixá-lo viver a sua vida de rapaz, já com forte tendência para as artes: literatura, pintura e escultura. Seguiu a literatura, mas não deixou de admirar as outras artes, tornando-se amigo de grandes mestres, como Columbano Bordalo Pinheiro ou Marques de Oliveira.
 
Após ter cumprido o serviço militar, vai viver para o Porto, onde acamarada com Sampaio Bruno (ia à padaria do pai dele comer uns bolinhos), Basílio Teles, Soares dos Reis e outros. Com Joaquim Coimbra e Queirós Veloso publica o jornal de teatro Gil Vicente. É neste período que começa a colaborar em revistas e jornais, entre eles "O Primeiro de Janeiro", “Folha Nova” e "A Luta", (este de Lisboa), propriedade de Brito Camacho.
 
O pai era produtor de frutos secos, nomeadamente amêndoa e figo, e é nessa qualidade que Manuel viaja por países do Mediterrâneo e quase toda a Europa. O seu gosto pela arte e cultura literária fazem-no travar conhecimento com nomes importantes da cultura europeia. "Fiz-me negociante, ganhei bastante dinheiro e durante quase vinte anos viajei, passando em Portugal poucos meses". ("Miscelânea").
 
Aos 39 anos, Manuel Teixeira Gomes vai amar uma bela jovem algarvia de quem terá duas filhas. Chamava-se Belmira das Neves e nasceu numa família de pescadores, o que, dado os Teixeira Gomes serem uma família importante de Portimão, terá impedido o casamento. Hoje levantam-se vozes sobre as suas orientações afectivas.
 
Como Teófilo, também Teixeira Gomes marcou mais a literatura do que a política. Em 1899 publica "Inventário de Junho", em 1904 "Agosto Azul" e em 1909 "Gente Singular". A sua vida política ao serviço da República começa em 1911 e prolonga-se até 1918, no espinhoso cargo de Ministro dos Estrangeiros em Londres. Em circunstâncias adversas, visto as verbas disponíveis para o seu cargo serem escassas, Manuel Teixeira Gomes paga do seu bolso a um secretário inglês para o ajudar nas tarefas quotidianas.
 
Fazer com que a nossa velha aliada (Inglaterra) reconhecesse a jovem e ainda pouco estável República Portuguesa não era tarefa fácil, mesmo para um homem de grande cultura como Manuel Teixeira Gomes. Isto porque a família real britânica se encontrava ligada por laços familiares e amizade à última rainha portuguesa, Dona Amélia, e ao último rei, seu filho, D. Manuel II, então exilados no palácio de Richmond.
 
Mas a simpatia e "charme" de Manuel Teixeira Gomes eram tais que, ao fim de muitos anos em Londres, já a família real o convidava para o palácio com toda a naturalidade. Esteve no Palácio de Balmoral, na Escócia, e sabe-se que a rainha Alexandra o convidou para lhe decorar o gabinete oriental do Palácio de Buckingham.
 
Quando Sidónio Pais ocupa a Presidência, chama-o a Portugal e demite-o do cargo, no início do ano de 1918. Então Manuel Teixeira Gomes fixa-se novamente no Algarve, como administrador de propriedades.
 
Toda a sua obra literária está repassada de figuras algarvias (é considerado o escritor do Algarve). A primeira namorada era de Ferragudo, personagens suas são de Aljezur ou Bensafrim, "Sabina Freire" é uma viúva de Portimão. De 1919 a 1923 voltará a ocupa o cargo de diplomata em Madrid e Londres.
 
Manuel Teixeira Gomes é uma excepção no panorama dos presidentes da 1ª República Portuguesa. Todas as noites jogava às cartas com o seu secretário. Quanto a mim acho-o um "Corto Maltese" (com mais uns anos) que passa pelo Palácio de Belém até concluir que a tarefa não era para ele. Diria "A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia-a-dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros“. Do Prefácio do livro de Joaquim António Nunes “Da Vida e da Obra de Teixeira Gomes", Lisboa, 1976.
 
Resigna ao cargo em 11de Dezembro de 1925 e a 17 de Dezembro desse ano embarca no paquete grego Zeus rumo a Oran, na Argélia. Em 1931, instalou-se em Bougie, na Argélia, onde viveu os últimos dez anos de sua vida num auto-exílio voluntário, sempre em oposição ao regime de Salazar, nunca regressando em vida a Portugal.
 
Continuou a escrever para o jornal “O Diabo” e para a revista "Seara Nova", para os amigos, talvez para as filhas. Morreu em 18 de Outubro de 1941 em Bougie, na Argélia, no quarto número 13, do Hotel l`Étoile e só em 16 de Outubro de 1950, a pedido da família, os seus restos mortais voltaram à pátria, para o cemitério de Portimão, transportados a bordo do contra torpedeiro Dão. As filhas Ana Rosa Teixeira Gomes Calapez e Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce de Azevedo estiveram presentes na cerimónia de regresso.
 
Como Presidente, ocupou o cargo entre 5 de Outubro de 1923 e 11 de Dezembro de 1925.
 
Norberto Lopes, no prefácio de "O Exilado de Bougie", escreveu: "Pudera eu traçar-lhe o perfil que fosse digno da sua personalidade requintada, sóbria, simples como a de um grego do século de Péricles, magnânimo e brilhante como a de um príncipe florentino da Renascença".
 
 
Nota de Referências:
 
-Fonte: assento de baptismo nº 89, de 11-06-1860, freguesia de Portimão, Arquivo Distrital de Faro.
-Urbano Tavares Rodrigues. Manuel Teixeira Gomes (Introdução ao estudo da sua obra). Portugália Editora, Lisboa, 1950.
-Do prefácio do livro de Joaquim António Nunes “Da Vida e da Obra de Teixeira Gomes“, Lisboa, 1976
.
-Norberto Lopes, no prefácio de “O Exilado de Bougie”.
 
 
Mário de Sousa* - Bonfim, Porto, Portugal
 
*Consultor de Comunicação
 
 
 

 

MÁRIO DE SOUSA Diz:

Caras e Caros Amigos, pedia a todos o favor de irem ao meu blog: http://verdade-razao.blogspot.com e depois clicarem nas publicidades entre os meus primeiros textos, para que eu possa ter uma compensação monetária pelo facto. Este procedimento não tem qualquer encargo para todos os meus bons Amigos. Bem-haja, desde já, pelo vosso gesto de solidariedade. Ao clicarem nos anúncios eu ganho uma pequena compensação monetária. E para quem actualmente está desempregado, até ajuda um pouco.

Bem-haja a todos. Beijinhos e abraços.

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