ooooQuando o inimigo ataca, na decorrente situação de desconfiança instalada, nada adianta gritar ao «ó-da-guarda», e atenção, muito pelo contrário, corre-se o gravíssimo risco de mais inimigos ainda nos caírem em cima. Adianta, sim, camalear-nos quanto possível porque é de momento a forma mais plausível de defendermos a nossa sobrevivência na expectativa de que nos passe ao alcance alguma inopinada mosca e mesmo assim toda a cautela é pouca, não vá a diptera ter pousado antes num montículo dela.
. oooo Como a educação tem estado e está, em face do temeroso clima de insegurança que se implantou e avoluma (praza que pelo menos o suicídio do jovem de 12 anos seja a gota que logre o efectivo transbordo da taça), há já cerca de uma dezena de progressivos anos, quem tiver dúvidas decerto que também não esteve cá. Outrossim, sobre a acção da justiça e se algumas reticências haviam, os últimos meses têm-nos demonstrado que é preciso muita sorte para que se usufrua da derrdeira dignidade e isenção que sobram. Ainda há magistrados com coragem para baterem o pé à corrupção e por eles ficarmos a saber quem de facto são os corruptos, corruptores e estupores. Quanto a saúde, quem deveras estiver doente, já sabe o que se lhe depara:terá pela frente uma legião de manhosos a dar-lhe cabo da cura. Quem não tiver trabalho, pois, o que é que espera? Como o ladrão tem de criá-lo.
oooo Assim, sujas-sujas como as coisas estão e ameaçam permanecer, se bem soubermos o que uma avantesma tal significa, é de sensata prudência não agulhar a bich@. Por exemplo, eu, vou doravante - palavra - dedicar-me à lambição do elemento que melhor conheço bem por dentro e por fora: o Fado!...
Nas ruas da amargura
por onde anda a loucura
em severina paixão,
de marialva indeciso
passa também o juízo
a cavalo na ilusão.
PS = Entretanto, se houver alguém que porventura esteja interessado em abrir um abaixo-assinado para se levar a cabo uma sessão de fado à moda antiga, tipo anos 60, pode contar comigo: eu assino e pago razoavelmente.